terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Voluntariado de leitura no Tribunal e na Escola Secundária

Ainda no dia de ontem rumámos ao Tribunal de Silves e aí fizemos também um apontamento de leitura, desta feita dirigido aos funcionários daquela instituição judicial, em que participaram os voluntários Rosa Santos, José Vieira, Matthew Lester e Paulo Pires.





À noite foi a vez dos formandos adultos que estudam nos cursos EFA na Escola Secundária de Silves, com a cumplicidade dos voluntários Vilma Ferian, Jacqueline Vangoidsenhoven, Ana Paula Baptista, Telma Caroço, Sónia Pereira e Paulo Pires.







 

  

Pela cidade adentro...

Ontem também estivemos na casa da nossa amiga e leitora Josefa Guerreiro (na rua dos Operários), que nos recebeu juntamente com o seu marido José Luís Cabrita, o qual nos presenteou inclusive com a leitura de dois belíssimos poemas de Maria Keil do Amaral ("Renúncia" e "Algarve") e com uma saborosa ginja ("com elas") por si produzida.

Ainda houve tempo para evocar outros tempos, de utopias, lutas e mobilização coletiva por uma sociedade melhor...

Os voluntários de leitura participantes foram: Rosa Santos, Matthew Lester (que também tocou clarinete), José Vieira e Paulo Pires. Leram-se textos de Nuno Júdice, Eugénio de Andrade, Vinicius de Moraes, Eduardo Galeano e António Gedeão. O tema "Pedra Filosofal" deu o tom final (de sonho) a este apontamento.







A professora Maria Olegário Cardoso abriu-nos a sua porta...

Ontem andámos novamente com os voluntários de leitura a espalhar poesia e música, e fomos ao coração da cidade à procura daqueles que quase parecem passar despercebidos entre a multidão, daqueles para quem a solidão, o recato, a rotina e o recolhimento são quase sempre o seu dia-a-dia...

Na rua 25 de abril descobrimos Maria Olegário de Jesus Barbino Mendes Cardoso, professora do ensino básico aposentada, que passa os seus dias colecionando recortes de jornais e revistas, juntando fotografias de um passado que recorda com orgulho e prazer e escrevendo os seus poemas que têm vindo a lume nos jornais de Silves.

Com o exemplo desse desassossegado (e desassossegante) ser humano que se move lentamente, com esforço (evita pedir ajuda), apoiada em duas muletas pelas ruas da cidade (re)aprendemos ontem mais um pouco sobre valores como a determinação, a persistência e a liberdade individual...

Maria Olegário Cardoso partilhou connosco a sua intimidade, os seus dossiers a que ela chama "arquivos" e numera (já vai no n.º32), as suas preferências literárias (Eugénio de Andrade é uma das suas referências), os seus fiéis companheiros de quatro patas e ainda alguns versos seus, bem lúcidos, como este: "Tenho de renascer para ser eu..." (lembrei-me então da poesia da brasileira Cecília Meireles: "A vida só é possível reinventada").

Para janeiro ou fevereiro de 2013 - quando voltar de Sintra, onde vive sozinha e para onde irá partir nos próximos dias - ficou a promessa de a levarmos à biblioteca (que ela não conhece) e de poder participar no voluntariado de leitura, ideia que acolheu entusiasticamente ao ponto de daquele momento telefonar a uma amiga para partilhar o momento que estava ali a acontecer.

Um dos poemas que lhe lemos e que a emocionou foi este, de Ana Goês:

CONVIDA-ME SÓ PARA JANTAR

E não queiras depois fazer amor.
Convida-me só para jantar
num restaurante sossegado
numa mesa de canto
e fala devagar
e fala devagar
eu quero comer uma sopa quente
não quero comer mariscos
os mariscos atravancam-me o prato
e estou cansada para os afastar
fala assim devagar
                devagar
não é preciso dizeres que sou bonita
mas não me fales de economia e de política
fala assim devagar
                devagar
deita-me o vinho devagar
quando o meu copo estiver vazio.
Estou convalescente
sou convalescente
não é preciso que o percebas
mas por favor não faças força em mim.
Fala, estás-me a dar de jantar
estás-me a pôr recostada à almofada
estás-me a fazer sorrir ao longe
fala assim devagar
                devagar
                devagar


Aqui ficam alguns instantes desta visita, em que colaboraram os voluntários de leitura Rosa Santos e Paulo Pires.






domingo, 9 de dezembro de 2012

Serão de Natal no Art'aska Lounge Caffé

No próximo dia 15 de dezembro, pelas 22h00 (depois do jantar), apelamos a todos os voluntários de leitura que apareçam no Art'aska Lounge Caffé (ex-Casa do Benfica), em Silves, para um serão aconchegante de contos, poemas, canções, anedotas e muito mais...

Será uma forma também de celebrarmos e partilharmos juntos, literária e afetivamente, o Natal num ambiente intimista e informal.

Escolham um texto ao vosso gosto (sobre o Natal ou não) para ler e tragam os vossos familiares, amigos e colegas para um chá quente com palavras que envolvem...

O serão tem entrada livre e está aberto a toda a todos os que quiserem participar ou apenas assistir.
Para mais informações contactar: 282 442 112 ou biblioteca@cm-silves.pt    

Agradecemos à gerência do Art'aska Lounge Caffé a sensibilidade e simpatia em nos receber no seu espaço.


E aconteceu... no coração da escola

Ainda não tínhamos postado fotos da nossa estreia enquanto voluntários de leitura...

Foi no dia 6 deste mês na sala de professores da Escola EB2,3 Garcia Domingues, em Silves, e os cúmplices foram: Vanessa Pereira (aluna daquela escola), que leu o emblemático poema "Dia de Natal" de António Gedeão; António Matos, que declamou, em dueto com Paulo Pires, o texto "São José - o filofax", do desconcertante Rui Zink; e Ana Oliveira, que revisitou José Fanha com o tocante e singelo testemunho "[Amigas e amigos...]".
Fechámos o apontamento literário com um poema-canção de esperança, de Jorge Palma: "A gente vai continuar". 

Obrigado aos professores presentes pelo carinho e entusiasmo com que nos acolheram (e ao Nuno Garção por estas fotos)!








sábado, 8 de dezembro de 2012

Leituras ao domicílio em Silves

Ontem e hoje andámos a espalhar palavras pelas casas de algumas pessoas que vivem na cidade de Silves e que, simpaticamente, nos acolheram nos seus lares, juntando inclusive alguns familiares, amigos e vizinhos para um partilha comunitária e aconchegante.

O nosso muito obrigado à Emília Figueiredo (rua Latino Coelho), Maria da Conceição Cabrita (rua José Falcão) e à Gertrudes Martins (rua 5 de Outubro) pelo carinho com que nos receberam...

Os voluntários de leitura que participaram nestas três visitas foram: Telma Caroço, Vilma Ferian, José Vieira, Ana Rosendo, Ana Paula Baptista, Luísa Duarte, Paula Torres e Paulo Pires.

Aqui ficam alguns instantes fotográficos das sessões, para mais tarde recordar (e repetir brevemente, dizemos nós)...