Uma parceria entre a Biblioteca Municipal de Silves e as freguesias do concelho para um projecto plurianual de promoção da leitura e da literacia a pensar no que mais importa: as PESSOAS
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Antena 1 destaca projecto inédito de promoção da leitura
Ontem a Antena 1 destacou um projecto inédito em Portugal, que explora, de forma interdisciplinar, massagem de relaxamento corporal, leitura intimista de textos de autores portugueses e interlúdios instrumentais interpretados ao vivo, tudo isto privilegiando contextos não convencionais.
Chama-se "Na senda das pedras falantes", cuja ideia original e dinamização cabem ao grupo Experiment'arte, e foi realizado em vários monumentos históricos algarvios com o alto patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura de Portugal durante os meses de Agosto a Outubro deste ano:
(uma cortesia da Antena 1)
Reportagem feita por um canal de televisão sobre o mesmo projecto:
Este conceito de "Leituras Zen" pode perfeitamente ser extensível às dinâmicas do Voluntariado de Leitura que se desenvolvem em vários pontos do país.
sábado, 19 de outubro de 2013
A Tertúlia deixou rasto...
Todos os textos lidos pelos participantes na primeira Tertúlia Mais Pequena do Mundo, ocorrida no dia 17 de Outubro, foram afixados no interior do Quiosque Al'Mutamid, para quem passar por lá e quiser ler e espalhar notícia...
Para os mais curiosos, aqui ficam alguns vestígios...
A Tertúlia Mais Pequena do Mundo agradece em particular à Carmo, dinamizadora do Quiosque Al'Mutamid, toda a abertura, simpatia e apoio incondicional dados, desde a primeira hora, a este formato.
PRÓXIMA TERTÚLIA: 31 DE OUTUBRO. 21H30. QUIOSQUE AL'MUTAMID
Foi assim a primeira Tertúlia Mais Pequena do Mundo...
Estreou-se nesta última quinta-feira, 17 de Outubro, A Tertúlia Mais Pequena do Mundo no Quiosque Al'Mutamid.
Neste lugar aconchegante e informal, reuniram-se 21 cúmplices (e ainda ficaram alguns curiosos/tímidos à porta), que deambularam por temas tão diversos como:
. LITERATURA
. José Saramago
Foi lida pela (saramaguiana) Jacqueline Vangoidsenhoven uma irónica crónica sui generis intitulada "Elogio da couve portuguesa", retirada da obra A bagagem do viajante.
. António Ramos Rosa (recentemente falecido, mas que ontem faria precisamente 89 anos)
Ana Paula Baptista e António Baeta leram poemas seus, respectivamente, o "Poema de um funcionário cansado" e "[A luz veio nua]".
. Alberto de Lacerda
Ana Santório, voluntária de leitura, veio de Alcantarilha e trouxe um amigo austríaco, Nicolau, entusiasta da Cultura e das Letras, que recordou o (quase esquecido?) poeta Alberto de Lacerda lendo um poema seu.
. Jean-Claude Carrière / Sophia de Mello Breyner Andresen
Paula Torres desassossegou com dois contos africanos, de teor filosófico, recolhidos na obra Tertúlia de Mentirosos: "A palavra" e "O que faz falta ao leão". E convidou ainda Esmeralda Alves a ler o actualíssimo poema "Com fúria e raiva", de Sophia.
. Gonçalo M. Tavares
O "1.º sonho de Calvino", uma história curta retirada da obra O Senhor Calvino [colecção "O Bairro"], foi a escolha de Alexandre Almeida para inquietar a tertúlia e levá-la a pensar sobre o poder das mensagens inscritas nas entrelinhas e as formas de recepção dos textos mais subtis e desconcertantes pelo público em geral, nomeadamente pelos jovens.
António Baeta leu entusiástica e expressivamente um poema de Ramos Rosa e outro da sua autoria intitulado "Dissimulação", enquanto José Paulo Vieira, ao seu jeito, recitou dois poemas seus: "Ventos de Norte" e outro sem título, este último também dedicado a António Ramos Rosa.
Esmeralda Alves trouxe e leu poemas de dois talentosos alunos seus interessados em poesia e em escrita criativa: "Silves", de Margarida Boto, e "Cantos de Libertação" (em homenagem a Ary dos Santos), de Luís Ramos.
. SILÊNCIO E SONHO
Ana Santório brindou-nos com uma "surpresa das Arábias": uma singela bailarina dentro de uma garrafa musical, que nos embalou e calou as palavras para nos fazer "apenas" escutar e imaginar...
. ARTISTAS E SOCIEDADE
Discutiram-se, a (des)propósito, várias temáticas:
. Os factores que influenciam a emergência dos talentos e a sua descoberta ou esquecimento posteriores
. A forma como a família/educação, o meio social, a questão financeira e a escola moldam os mais talentosos, e estimulam ou não a sua criatividade
. As relações entre a vida/subsistência materiais e o quotidiano/postura do artista, e as várias visões românticas e mistificações daí resultantes - isto também a propósito do percurso de Ramos Rosa e do "Poema de um funcionário cansado"
. VOLUNTARIADO
Ana Cristina Féria, tradutora e residente em Silves, falou da sua marcante experiência de voluntária em hospitais (D.ª Estefânia e S. José), lendo um texto emotivo e tocante, intitulado "Ao meu Ângelo chamado Paulo", em que relata essa vivência passada.
. IDOSOS E AUSTERIDADE
Tendo em conta o actual timing, Paulo Pires leu uma carta aberta ao Primeiro Ministro, da autoria de Ricardo Araújo Pereira, em que este faz alguns comentários e dá algumas sugestões ao Governo relativamente aos "velhos" deste país.
. POBREZA
No dia de estreia da tertúlia celebrava-se também o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, tendo Paulo Pires recordado esse facto e chamado a atenção para as últimas estatísticas conhecidas e para os alertas recentes dados por organizações como a AMI, bem como para os perigos da miséria silenciosa (e não apenas da dos que se manifestam publicamente chamando a atenção dos media), ou seja, de todos aqueles que, por vergonha ou outro motivo, camuflam a sua real situação e atravessam situações verdadeiramente dramáticas - isto também a propósito de um verso de Alberto de Lacerda que diz que o silêncio agudiza o desespero.
. TURISMO EM SILVES
Dado que A Tertúlia mais Pequena do Mundo não quer ficar indiferente à realidade local, abordaram-se ainda algumas estratégias que permitiriam uma maior atractividade/potenciação turística da cidade de Silves, nomeadamente recorrendo a visitas guiadas a casas particulares do centro histórico, escolhidas criteriosamente e com concertação prévia com os seus proprietários.
A (re)descoberta, guiada, dos pátios interiores, dos terraços, dos pequenos jardins e de outros espaços aprazíveis, não públicos, que a zona antiga encerra em si constituiria uma experiência diferenciada e diferenciadora à qual os crescentes adeptos do turismo cultural não ficariam decerto alheios.
Isto implica envolvimento, concertação e uma equipa de técnicos especializados (camarário e/ou ligados a micro-empresas) que possam fazer esta intermediação e um "condicionamento positivo" junto de quem visita a cidade/concelho.
. DINÂMICA CULTURAL EM SILVES: PASSADO E PRESENTE
Foram trocadas várias impressões sobre o passado recente (últimos 10/15 anos) e percurso até à actualidade no que toca às dinâmicas culturais da cidade/concelho e ao impacto das mesmas junto da comunidade.
. MÚSICA E POESIA
Maria Lúcia Cabrita trouxe-nos um CD belíssimo em que Maria Bethânia canta poemas da eterna Sophia de Mello Breyner Andresen, tendo sido ouvidas algumas faixas no final da tertúlia.
. LITERATURA
. José Saramago
Foi lida pela (saramaguiana) Jacqueline Vangoidsenhoven uma irónica crónica sui generis intitulada "Elogio da couve portuguesa", retirada da obra A bagagem do viajante.
. António Ramos Rosa (recentemente falecido, mas que ontem faria precisamente 89 anos)
Ana Paula Baptista e António Baeta leram poemas seus, respectivamente, o "Poema de um funcionário cansado" e "[A luz veio nua]".
. Alberto de Lacerda
Ana Santório, voluntária de leitura, veio de Alcantarilha e trouxe um amigo austríaco, Nicolau, entusiasta da Cultura e das Letras, que recordou o (quase esquecido?) poeta Alberto de Lacerda lendo um poema seu.
. Jean-Claude Carrière / Sophia de Mello Breyner Andresen
Paula Torres desassossegou com dois contos africanos, de teor filosófico, recolhidos na obra Tertúlia de Mentirosos: "A palavra" e "O que faz falta ao leão". E convidou ainda Esmeralda Alves a ler o actualíssimo poema "Com fúria e raiva", de Sophia.
. Gonçalo M. Tavares
O "1.º sonho de Calvino", uma história curta retirada da obra O Senhor Calvino [colecção "O Bairro"], foi a escolha de Alexandre Almeida para inquietar a tertúlia e levá-la a pensar sobre o poder das mensagens inscritas nas entrelinhas e as formas de recepção dos textos mais subtis e desconcertantes pelo público em geral, nomeadamente pelos jovens.
António Baeta leu entusiástica e expressivamente um poema de Ramos Rosa e outro da sua autoria intitulado "Dissimulação", enquanto José Paulo Vieira, ao seu jeito, recitou dois poemas seus: "Ventos de Norte" e outro sem título, este último também dedicado a António Ramos Rosa.
Esmeralda Alves trouxe e leu poemas de dois talentosos alunos seus interessados em poesia e em escrita criativa: "Silves", de Margarida Boto, e "Cantos de Libertação" (em homenagem a Ary dos Santos), de Luís Ramos.
. SILÊNCIO E SONHO
Ana Santório brindou-nos com uma "surpresa das Arábias": uma singela bailarina dentro de uma garrafa musical, que nos embalou e calou as palavras para nos fazer "apenas" escutar e imaginar...
. ARTISTAS E SOCIEDADE
Discutiram-se, a (des)propósito, várias temáticas:
. Os factores que influenciam a emergência dos talentos e a sua descoberta ou esquecimento posteriores
. A forma como a família/educação, o meio social, a questão financeira e a escola moldam os mais talentosos, e estimulam ou não a sua criatividade
. As relações entre a vida/subsistência materiais e o quotidiano/postura do artista, e as várias visões românticas e mistificações daí resultantes - isto também a propósito do percurso de Ramos Rosa e do "Poema de um funcionário cansado"
. VOLUNTARIADO
Ana Cristina Féria, tradutora e residente em Silves, falou da sua marcante experiência de voluntária em hospitais (D.ª Estefânia e S. José), lendo um texto emotivo e tocante, intitulado "Ao meu Ângelo chamado Paulo", em que relata essa vivência passada.
. IDOSOS E AUSTERIDADE
Tendo em conta o actual timing, Paulo Pires leu uma carta aberta ao Primeiro Ministro, da autoria de Ricardo Araújo Pereira, em que este faz alguns comentários e dá algumas sugestões ao Governo relativamente aos "velhos" deste país.
. POBREZA
No dia de estreia da tertúlia celebrava-se também o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, tendo Paulo Pires recordado esse facto e chamado a atenção para as últimas estatísticas conhecidas e para os alertas recentes dados por organizações como a AMI, bem como para os perigos da miséria silenciosa (e não apenas da dos que se manifestam publicamente chamando a atenção dos media), ou seja, de todos aqueles que, por vergonha ou outro motivo, camuflam a sua real situação e atravessam situações verdadeiramente dramáticas - isto também a propósito de um verso de Alberto de Lacerda que diz que o silêncio agudiza o desespero.
. TURISMO EM SILVES
Dado que A Tertúlia mais Pequena do Mundo não quer ficar indiferente à realidade local, abordaram-se ainda algumas estratégias que permitiriam uma maior atractividade/potenciação turística da cidade de Silves, nomeadamente recorrendo a visitas guiadas a casas particulares do centro histórico, escolhidas criteriosamente e com concertação prévia com os seus proprietários.
A (re)descoberta, guiada, dos pátios interiores, dos terraços, dos pequenos jardins e de outros espaços aprazíveis, não públicos, que a zona antiga encerra em si constituiria uma experiência diferenciada e diferenciadora à qual os crescentes adeptos do turismo cultural não ficariam decerto alheios.
Isto implica envolvimento, concertação e uma equipa de técnicos especializados (camarário e/ou ligados a micro-empresas) que possam fazer esta intermediação e um "condicionamento positivo" junto de quem visita a cidade/concelho.
. DINÂMICA CULTURAL EM SILVES: PASSADO E PRESENTE
Foram trocadas várias impressões sobre o passado recente (últimos 10/15 anos) e percurso até à actualidade no que toca às dinâmicas culturais da cidade/concelho e ao impacto das mesmas junto da comunidade.
. MÚSICA E POESIA
Maria Lúcia Cabrita trouxe-nos um CD belíssimo em que Maria Bethânia canta poemas da eterna Sophia de Mello Breyner Andresen, tendo sido ouvidas algumas faixas no final da tertúlia.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Amanhã arranca A Tertúlia mais Pequena do Mundo, um espaço onde todos podem "ligar a ignição" e deixar a sua mensagem, partilhando textos (seus ou de outros), livros, músicas, desabafos, opiniões, ideias/sugestões e projectos para a cidade/concelho de Silves, os quais serão trocados fisicamente entre o público presente e depois afixados naquele espaço e divulgados na Internet.
Será no Quiosque Al'Mutamid, em frente à Biblioteca Municipal, pelas 21h30. A lotação é limitada e a duração é de 60 minutos. Tudo em modo micro, num dos recantos/lugares mais pequenos da cidade, a (re)descobrir...
Todos são bem vindos. Atrevam-se!
Será no Quiosque Al'Mutamid, em frente à Biblioteca Municipal, pelas 21h30. A lotação é limitada e a duração é de 60 minutos. Tudo em modo micro, num dos recantos/lugares mais pequenos da cidade, a (re)descobrir...
Todos são bem vindos. Atrevam-se!
Quiosque Al'Mutamid (aspecto parcial do interior)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Está a chegar...
Esperamos por todos vós neste novo lugar de cumplicidades e incontinências culturais... É já no próximo dia 17 deste mês no Quiosque Al-Mutamid, mesmo em frente à Biblioteca, pelas 21h30!
Serão
encontros quinzenais, às quintas-feiras, após o jantar (sempre pelas 21h30),
num ambiente intimista e descontraído (com chá/café a acompanhar), em que todos
os participantes poderão “ligar a ignição” e partilhar informalmente palavras,
ideias, desafios, desabafos e outras incontinências culturais sobre o que
considerem mais relevante e impactante. Haverá também, pontualmente, algumas
sessões sobre temáticas específicas.
Todas as tertúlias
a dinamizar quinzenalmente terão uma lotação limitada em termos de público,
pois irão realizar-se sempre em espaços fechados de reduzida dimensão, com uma
duração máxima que nunca excederá os 60 minutos. Para esta sessão inicial no
Quiosque Al’Mutamid a capacidade total do espaço é de 20 pessoas.
A orientação
deliberadamente micro deste evento pretende
transmitir, no fundo, a ideia de que poucos podem ser, de facto, muitos quando
há sensibilidade, espírito crítico, entusiasmo e desassossego, fazendo, assim,
dos (aparentemente) pequenos formatos instrumentos diferenciadores e
potenciadores ao nível da dinâmica cultural da/na cidade de Silves.
Futuramente,
pretende-se estender este formato a outros micro-contextos indoor da cidade de Silves, multiplicando assim os pequenos espaços
públicos de ludismo, partilha e reflexão crítica.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
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